28 de jan. de 2010

Comer menos sal pode ser tão bom quanto parar de fumar, aponta pesquisa


Se os americanos reduzissem seu consumo de sal em apenas meia colher de chá por dia, haveria 92 mil mortes a menos, e 99 mil ataques cardíacos seriam evitados, assim como 66 mil derrames – um benefício tão grande quando a cessação do tabagismo –, segundo levantamento publicado este mês no New England Journal of Medicine.

Usando um modelo de computador com dados clínicos reais, pesquisadores descobriram que a redução de três gramas – o equivalente a meia colher de chá – na ingestão de sal de cada americano não seria o suficiente para que eles alcançassem a quantidade diária recomendada pelos especialistas, que é de 3,7 g para grupos de risco, e de 5,8 g para os outros – a média nos EUA é de 10,4 g para homens e 7,3 g para mulheres. Mas, ainda assim, traria benefícios consideráveis para a saúde cardíaca da população – comparáveis a reduções do tabagismo, da obesidade e nos níveis de colesterol.

De acordo com os especialistas, as pessoas comuns não precisam fazer muita coisa para que isso se torne realidade. Eles destacam que a forma mais eficaz de reduzir a ingestão de sal seria agir nos produtores de alimentos, pois, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA, 77% do sal consumido no país é proveniente dos alimentos processados, com apenas 6% sendo colocado à mesa, e 5% durante o cozimento. Por isso, os especialistas defendem a adoção de leis restringindo o uso de sal nas indústrias alimentícias.

Pesquisadores desenvolvem vacina contra disseminação do câncer de mama

Cientistas da Universidade de Buffalo, nos EUA, e da Universidade Rei Saud, na Arábia Saudita, estão trabalhando juntos no desenvolvimento de uma vacina para o câncer de mama. Publicado na revista médica Neoplasia, o trabalho dos pesquisadores foi resultado de um estudo para o desenvolvimento de uma abordagem com vacina imunoterapia que pode ser capaz de reduzir a carga tumoral em pacientes com o câncer, ao bloquear a disseminação dos tumores para outras partes do corpo – ou metástase.

Os pesquisadores destacam que a vacina está sendo aperfeiçoada em modelos animais para o uso final em seres humanos. “Este é um alvo de vacina muito promissor, porque, se for bem sucedido, poderá ser importante para pacientes com câncer de mama, de cólon, de bexiga e de próstata”, destacou a pesquisadora Kate Rittenhouse-Olson, da Universidade de Buffalo

Aproximadamente um em cinco jovens tem problemas com colesterol nos EUA

Um em cinco jovens americanos apresenta níveis prejudiciais de colesterol, deixando-os sob maior risco de desenvolver doença cardíaca, segundo levantamento do CDC (Centers for Disease Control and Prevention – órgão que controla alimentos e medicamentos nos EUA). De acordo com os especialistas, 20% dos jovens têm pelo menos um problema como altos níveis de colesterol “ruim” (LDL) ou de triglicérides, ou baixos níveis de “bom” colesterol (HDL).

Avaliando os indicadores de saúde de 3.125 pessoas com idades entre 12 e 19 anos, os especialistas descobriram, ainda, que 43% dos jovens obesos têm níveis não-saudáveis de colesterol, comparados com apenas 14% dos jovens de peso normal e 22% daqueles com sobrepeso. “Jovens com sobrepeso e obesos estão sob um risco muito maior de ter níveis lipídicos anormais do que jovens com peso normal”, afirmou a pesquisadora Ashleigh May em nota para a imprensa. “A atual epidemia de obesidade infantil faz desse uma questão de significativa e urgente preocupação”, acrescentou.
 Os pesquisadores lembram que a Academia Americana de Pediatria recomenda a triagem do colesterol de jovens com um histórico familiar de colesterol alto, doença cardíaca precoce, ou pelo menos um fator de risco importante para doença cardíaca, como tabagismo, pressão alta, diabetes ou obesidade. Segundo eles, essa triagem ajuda a identificar aqueles sob maior risco, e permitiria abordagens mais cedo para a prevenção, como a adoção de uma dieta saudável, a perda de peso e o aumento da atividade física.

Obesos são mais propensos a ter pedras nos rins, aponta pesquisa


Pessoas obesas são mais propensas a desenvolver pedras nos rins, segundo estudo que será publicado na edição de fevereiro do Journal of Urology. De acordo com os autores, diversos estudos têm mostrado um aumento nos casos de cálculo renal paralelamente ao crescimento nas taxas de obesidade, mas ainda não estaria claro por que o peso afeta a ocorrência de pedras nos rins.

Avaliando dados registrados no período entre os anos de 2002 e 2006 de mais de 95 mil pessoas – 3.257 com cálculo renal –, os pesquisadores observaram que os homens tinham duas vezes maiores chances de terem esses problemas, comparados às mulheres; e o risco aumentava com o envelhecimento. A análise do risco em relação ao índice de massa corporal mostrou que a probabilidade de ter pedra nos rins é maior entre os obesos – entre aqueles com peso normal ou sobrepeso, um em 40 foi diagnosticado com cálculos renais, enquanto um em 20 obesos (IMC acima de 30) teve esse problema.

Segundo os pesquisadores, os obesos também eram mais propensos a precisar da remoção de um rim, embora os riscos não tenham sido tão grandes para os severamente obesos. “Modificações na alimentação e perda de peso devem ser incentivas na população obesa por múltiplas razões, mas também para reduzir o risco de pedras nos rins”, concluíram.

Ficar sentado por muito tempo prejudica a saúde, alertam especialistas

Se você está, agora, sentado lendo este blog, você pode querer se levantar um pouco neste momento. Um novo estudo publicado no British Journal of Sports Medicine indica que pessoas que permanecem sentadas por longos períodos – como aquelas que trabalham no computador ou que passam muito tempo em frente à TV – têm um maior risco de desenvolver diversas doenças, comparados àquelas que se movimentam mais – mesmo que seja apenas para pegar uma xícara de café na cozinha.

De acordo com os especialistas o comportamento sedentário deve ser visto em um espectro mais amplo, e não apenas como falta de exercício, mas como falta de movimento. Neste sentido, diversas pesquisas apontam para uma relação entre a inatividade muscular do corpo inteiro, como ocorre entre aqueles que ficam sentados por longos períodos, e a obesidade e certos tipos de câncer. Evidências recentes, por exemplo, associam o tempo prolongado em frente à TV a um maior risco de morte prematura por doença cardíaca; e outro estudo indica que o risco de síndrome metabólica entre as mulheres aumenta em 26% a cada hora em frente à TV.

Apesar de mais estudos serem necessários para confirmar a relação de causa e efeito entre permanecer sentado por longo tempo e uma pior saúde, os especialistas acreditam que isso ocorre porque o movimento muscular e as contrações podem cumprir um papel no controle de importantes gorduras no sangue. Por isso, eles destacam a importância de atividades simples de movimento. “Subir escadas, em lugar de usar elevadores e escadas rolantes, cinco minutos de parada durante um trabalho sedentário, ou caminhar até a loja ao invés de pegar o carro seriam como importantes exercícios”, destacam.

Padrões de beleza da semana de moda influenciam negativamente os jovens, alerta especialista

28 de janeiro de 2010 (Bibliomed). A 28ª edição da São Paulo Fashion Week mal terminou e já recebeu críticas devido ao excesso de magreza exibido pelas modelos durante os desfiles. Encerrado na última sexta-feira, o principal evento de moda da América Latina teve não só desaprovação por parte dos profissionais de saúde, como da própria organização do evento, que expressou, através de um comunicado, sua preocupação com as meninas muito magras, e solicitou que “os atuais padrões estéticos sejam revertidos”. “No auge do pânico antianorexia, pesavam as modelos no backstage para ver se estavam saudáveis. Agora, a poeira baixou. Se você engorda um pouco, todo mundo está lá pra te julgar. Se emagrece, falam que você está linda”, disse a modelo Aline Weber.
Influenciados pelas imagens de modelos muito magras, crianças e adolescentes tornam-se obcecados por um porte físico que beira ao esquálido e deixam de se alimentar a fim de manterem-se com baixíssimos níveis de gordura no corpo. Em consequência desse pensamento, muitos deixam de comer adequadamente e adotam dietas à base de água e biscoitos, podendo desenvolver distúrbios alimentares sérios.
De acordo com a psiquiatra Angélica Claudino, da Comissão Técnica de Transtornos Alimentares da Associação Brasileira de Psiquiatria, estudos mostram que existe um impacto gerado sobre as imagens veiculadas na mídia nas quais a magreza representa símbolo de beleza. Além disso, a especialista aponta os graves prejuízos dessa influência. “Esses padrões favorecem o surgimento de insatisfação com a imagem corporal e causam baixa autoestima no jovem, gerando um cenário propício para o desenvolvimento de transtornos alimentares”, revela a médica.
Doenças como anorexia e bulimia nervosa são exemplos de transtornos alimentares que podem surgir em decorrência do impacto deste “culto à magreza” e de uma alimentação inadequada em indivíduos vulneráveis. Quando não diagnosticadas e tratadas corretamente, levam a consequências fatais. “Em casos de desnutrição grave ocasionados por uma anorexia nervosa, pacientes não tratados podem cronificar a doença e há sérios riscos de morte por complicações médicas, como arritmias cardíacas, infecções, e etc”, alerta a especialista.
Fonte: Associação Brasileira de Psiquiatria. Press release recebido em 27 de janeiro de 2009
Fonte:http://boasaude.uol.com.br/news/index.cfm?news_id=8467&mode=browse

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