27 de abr. de 2010

Bons de briga

fonte: GoOutside.com.br
Bons de briga ciclismo
Depois de sentir o gosto do pódio com um honroso 3º lugar em 2009, Lance Armstrong volta ao Tour de France com um novo esquadrão de ciclistas, determinado a buscar a vitória. Conheça a recém-criada equipe Radioshack, que já nasce como uma das favoritas na briga pelos títulos do ciclismo mundial

Alexandre Torres

LANCE ARMSTRONG SOUBE ofuscar parte do brilho da vitoriosa campanha do espanhol Alberto Contador no Tour de France 2009. Num lance (com o perdão do trocadilho) de mestre - e de marketing -, o heptacampeão da prova anunciou, durante os momentos decisivos do Tour, que iria formar uma nova equipe para brigar pelo título em 2010.

Se por um lado a maneira como a notícia foi dada tem o jeitão agressivo e inflamado de Lance, a escalação do time patrocinado pela rede de eletroeletrônicos norte-americana RadioShack, em contrapartida, revela o lado metódico e brilhantemente estratégico do verdadeiro "cérebro" por trás da nova superequipe: o belga Johan Bruyneel, exciclista profissional que, após deixar de competir, tornou-se o diretor esportivo mais bem-sucedido de todos os tempos à frente de equipes que levaram 11 títulos em grand tours nos últimos dez anos (oito Tour de France, dois Giro D'Italia e uma Vuelta a Espanha).

Embora Lance tenha tentado negar isso durante o training camp inaugural da equipe realizado no início de dezembro em Tucson, no Arizona (EUA), a Team Radioshack foi sem dúvida "construída" a partir das ambições renovadas do ciclista de disputar o Tour de 2010 e bater o espanhol Alberto Contador, que continua na equipe Astana, integrada por Lance no ano passado. Ao vencer o Tour e disputar internamente com Lance a liderança da equipe, Contador conquistou um lugar indesejável: o de novo arquirrival do texano heptacampeão da prova.

Alguns fatos merecem destaque e apontam as direções da "The Shack", como a equipe vem sendo chamada. O primeiro é a entrada da RadioShack no ciclismo: a empresa é a primeira patrocinadora 100% norte-americana (ou seja, sem interesses comerciais na Europa ou no restante do mundo) desde que a 7-Eleven patrocinou a primeira equipe dos Estados Unidos a correr no circuito profissional europeu, nos anos 1980 e 1990. Depois da 7-Eleven, tanto a U.S. Postal Service (o serviço de correio dos EUA) quanto a Discovery (canal de TV a cabo) patrocinaram equipes tendo como objetivo ampliar seu mercado e aumentar o reconhecimento das marcas no mercado externo, já que ambas atuam globalmente.

Sem dúvida a decisão da Radio- Shack de entrar para o ciclismo com essa equipe foi fortemente influenciada pelo "Fator Lance", como já é chamado o efeito da participação e até mesmo da aparição de Armstrong em... bom, em praticamente qualquer coisa, desde a venda de pulseiras da fundação Livestrong até o aumento na audiência mundial do Tour de France, do Tour da Califórnia ou mesmo do Tour da Austrália. A força midiática de Lance vem ao encontro dos interesses corporativos da RadioShack, que está passando por uma reestruturação geral em que até o nome será novo: a rede adotará o nome The Shack em 2010.

MISSÃO: Lance Armstrong deixou a Astana para montar sua própria equipe e buscar mais um caneco do Tour

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